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Dente mole: quais as principais causas e como prevenir?

Na infância, um dente mole é um processo tão natural quanto a própria fase de crescimento. O que acontece é que por volta dos 6 anos de idade os incisivos inferiores (os dentes da frente da arcada inferior) perdem a sua sustentabilidade e são os primeiros a amolecer e cair.

Isso porque os chamados “dentes permanentes” (que começam a surgir) realizam uma espécie de dissolução da estrutura óssea da raiz desses primeiros dentes (os de leite) até que, desprovidos de uma base sólida, amolecem e começam a desprender-se da mandíbula.

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Até os 6 anos de idade, os dentes moles são ocorrências naturais. O problema é quando ocorrem na fase adulta.

Por volta dos 12 anos de idade, é comum que todos os dentes de leite já tenham cedido os seus lugares para os dentes permanentes e não há mais razão (natural) para que eles amoleçam.

Então por que isso ocorre nessa fase?

No caso dos adultos, há por trás disso alguns distúrbios como gengivite, periodontite, pulpite, estresse, lesões traumáticas, entre outros transtornos, que devem ser analisados por um profissional em odontologia.

Pode ser que uma parte da raiz esteja fraturada ou traumas nos ossos alveolares façam o dente perder a firmeza. O importante é investigar o mais rapidamente possível os motivos que estão levando a esse quadro, já que, quanto mais precoce o diagnóstico, mais fácil, barato e menos traumático será o tratamento.

Porém, caso seja apenas uma questão de mobilidade dos dentes, uma simples contenção resolverá o problema. E nos casos de periodontite, a solução poderá ser mais demorada – ou mesmo impossível.

De qualquer forma, somente por meio de exames radiográficos e por imagem é que se saberá o real motivo dessa ocorrência e se o tratamento será simples ou mais complexo do que se imagina.

Quais as principais causas de um dente mole?

1. Traumatismo oral

Um trauma pode ser a causa do transtorno. Após uma queda, por exemplo, pode acontecer de os ligamentos do periodonto perderem a firmeza.

Estes ligamentos são responsáveis pela adequada fixação das raízes nos ossos alveolares. Quando eles não conseguem mais cumprir a sua função (de grudar a raiz na mandíbula), o resultado é o amolecimento dos dentes.

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2. Bruxismo

O bruxismo é um distúrbio parafuncional, caracterizado por um constante ranger dos dentes, principalmente durante o sono.

Durante esse movimento de atrito, é possível que as estruturas dentais sejam afetadas, especialmente as raízes, que são envoltas por ligamentos bastante sensíveis a abalos considerados anormais.

3. Periodontite

O periodonto é a estrutura responsável pela sustentação dos dentes. Nele, os ossos alveolares e os ligamentos desempenham a importante função de mantê-los fixos na arcada dentária.

O problema ocorre quando a região interna das gengivas (onde está o periodonto) começa a ser atacada por micro-organismos patológicos (bactérias) que, não devidamente combatidos, destroem o tecido gengival e penetram no periodonto, o que é suficiente para comprometer essa região que sustenta os dentes.

4. Aparelho ortodôntico

Os aparelhos ortodônticos também podem  amolecer os dentes. Isso porque o seu mecanismo movimenta os dentes, para o seu consequente realinhamento oclusal.

No momento da consulta, o ortodontista realizará determinados movimentos de ajustes que, durante o tratamento, costumam afetara estrutura dental, mas sem grandes consequências.

5. Pulpite

A polpa do dente é um tecido orgânico presente no interior do dente e recoberto por um material chamado cemento.

Quando essa região inflama, ocorre a chamada “pulpite” que, a depender da gravidade, pode comprometer toda a região em volta da raiz (região periapical) e causar a desestabilização dos dentes.

6. Contato prematuro

O contato prematuro é um problema de má formação da arcada dentária.

Neste caso, determinados dentes encontram-se posicionados de forma inadequada, causando um desequilíbrio na mastigação (força excessiva em um dente específico), com consequente sobrecarga em outros.

Como prevenir?

São várias as causas que podem levar ao amolecimento dos dentes. No entanto, seguindo algumas dicas simples é possível prevenir esse transtorno.

1. Mantenha uma boa higiene bucal

Entende-se como uma boa higiene bucal, o uso diário e correto do fio dental, escovação após as principais refeições, o uso de enxaguantes bucais sem álcool, visitas semestrais ao dentista, entre outras ações.

Isso previne as infecções por bactérias e demais micro-organimos, que são alguns dos responsáveis pela degradação do nervo dental.

2. Tenha uma dieta saudável

Alimentos ricos em cálcio, magnésio, vitaminas A, D e E, ômega 3, entre outras substâncias, são capazes de manter os dentes fortes, saudáveis e resistentes às agressões típicas dessa colônia de bactérias formada por quase 800 espécies diferentes.

Além disso, praticar exercícios físicos, cultivar pensamentos positivos, ingerir bastante líquidos, entre outros hábitos, fortalecem as defesas do organismo para o combate a infecções.

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Uma boa higiene bucal ainda é a melhor forma de evitar os transtornos da boca.

3. Visite o dentista regularmente

Isso é importante pelo simples fato de que um dente mole pode ser apenas uma questão de mobilidade. O profissional, nesse caso, procederá à estabilização do dente, por meio de hastes nas suas laterais. Após 15 dias do tratamento, já é possível perceber a estabilização do dente e a restauração dos ligamentos perirradiculares.

No entanto, somente um dentista será capaz de realizar o diagnóstico correto das causas, indicar o melhor tratamento (de acordo com as características de cada indivíduo) e, até mesmo, proceder à extração do dente ou a um tratamento de canal – de acordo com cada caso.

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4. Trate o bruxismo

O bruxismo é um distúrbio parafuncional que leva o indivíduo a ranger os dentes à noite. Essa movimentação também costuma tornar os dentes moles e, em alguns casos, levar a um processo de erosão dental.

Para esses casos, o recomendado é solicitar a ajuda de um especialista, que certamente irá indicar um protetor bucal que impedirá esse contato agressivo entre os dentes durante a noite.

E mesmo não impedindo o hábito, evitará as suas consequências, que podem ser bastante traumáticas.

Um dente mole pode ser uma ocorrência simples ou o sintoma de um dano grave na estrutura dental. O que você faz para evitar esse transtorno? Conte-nos! Deixe seu comentário logo abaixo. E compartilhe nossas publicações.

About the Author:Carolina Caram

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