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Entenda a oclusão dentária – quais são seus sintomas e tratamentos

Oclusão dentária é o encaixe perfeito entre os dentes e os maxilares . O correto é que os dentes superiores encubram sutilmente os dentes inferiores quando fechamos a boca. Quando isso não ocorre, configura-se uma má oclusão dentária. Seu tratamento envolve o uso de aparelho ortodôntico, extração de um ou mais dentes e até mesmo cirurgia da mandíbula.

Oclusão dentária refere-se diretamente ao alinhamento dos dentes. Essa situação é de conhecimento e preocupação de muitos, mas nem todos sabem qual a melhor maneira de se evitar o problema. Nem mesmo quais as consequências que a oclusão pode trazer aos seus portadores.

Sendo assim, conhecer seus sintomas e a importância de um tratamento adequado, será benéfico para quem possui a oclusão dentária.

O que é oclusão dentária?

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Exemplo de uma oclusão dentária ideal

A oclusão dentária é o encaixe perfeito entre os dentes e os maxilares sem que haja desvios. O correto é que os dentes superiores (maxilar) se encaixem aos dentes inferiores (mandíbula) quando fechamos a boca.

Para que isso ocorra, é necessário também que os dentes não estejam apinhados, tortos ou com espaçamento entre si. A partir do momento em que o arco dentário superior não se encaixa, nesses moldes citados, com o inferior, há a chamada má oclusão dentária.

Foi o Dr. Weston Price (1870-1948) que realizou os primeiros estudos sobre a má oclusão dentária. O norte-americano analisou a dentição de aproximadamente 14 culturas, entre esquimós, aborígenes e tribos, na África e no Alaska (EUA).

Já na década de 50, outro ortodontista decidiu estudar a dentição dos aborígenes. Os estudos do australiano Percy Raymond Begg (1898-1983) levaram à conclusão de que as dietas modernas impediam o desgaste natural dos dentes, necessários para uma oclusão satisfatória.

História à parte, esse problema pode causar danos a várias regiões da boca de uma pessoa. Além dos próprios dentes, lesões nas gengivas, ossos, articulações, ligamentos, nervos e músculos são os mais frequentes.

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Uma oclusão dentária saudável depende da perfeição de cada toque dos dentes e de cada movimento das bases ósseas. Em resumo, todos os dentes devem fazer contato durante uma mordida. Assim permite-se a manutenção de todas as funções orais como mastigação, fonação, deglutição e, claro, estética.

Muitos casos de má oclusão dentária leve não sugerem tratamento. Já em  casos mais acentuados, é recomendado procurar um dentista. O profissional, provavelmente, indicará um tratamento com aparelhos ortodônticos ou até mesmo cirurgia.

A oclusopatia recebe outras nomenclaturas populares. As mais comuns são dentes apinhados, dentes desalinhados, mordida cruzada, mordida profunda, prognatismo e mordida aberta.

Quais são as principais causas da má oclusão dentária?

A alteração dos dentes, que irá gerar uma má oclusão dentária, ocorre com o tempo e é muito difícil de ser percebida. Isso se deve a certas condições e hábitos adquiridos por uma pessoa durante sua vida.

Algumas dessas situações estão ligadas ainda à infância. Os maiores exemplos são o uso de chupetas por crianças maiores de 3 anos, utilizar mamadeira por um período além do necessário e o costume de chupar o dedo.

Esse é um dos motivos da afirmação dos especialistas de que a infância é a época mais propícia para encontrar problemas bucais. E, por consequência, é a melhor fase para tratá-los, pois é possível obter melhores resultados em um possível tratamento justamente pela pouca idade. Afinal, as crianças estão passando pela troca dos dentes de leite por dentes permanentes.

Tudo o que for feito para evitar o apinhamento dentário é bem-vindo. O que se sabe é que basta apenas um dente encavalado para originar um desequilíbrio na oclusão dentária e consequentemente desencadear outras situações parafuncionais.

Outro fator preponderante para a ocorrência do problema dentário em questão é alguma lesão que tenha resultado no desalinhamento do maxilar. Portadores de fissura labiopalatal também estão dentro desse grupo de risco. Assim como quem possui algum tumor na boca ou nos maxilares.

Em meio a essas principais causas, ainda merecem destaque tratamentos odontológicos simples que foram mal executados por dentistas em seus pacientes. Obturações, coroas ou aparelhos ortodônticos mal ajustados estão nessa lista.

Mas vale frisar que a má oclusão dentária pode ser também hereditária. As más-formações faciais, bem como de origem genéticas ou provocadas durante o parto, podem da mesma forma causar mau posicionamento dos dentes e influenciar negativamente na oclusão dentária.

Quais são os sintomas que indicam esse problema?

Dentre os sintomas da má oclusão dentária estão os desgastes dos dentes, desconforto na mordida ou mastigação, perda de dentes e cáries frequentes.

Outros problemas como dores costumeiras de cabeça e ouvido, respiração constante pela boca e dificuldade na fala também fazem parte dos sintomas. Assim como as situações que mais indicam a presença de oclusopatia, tais como problemas na articulação da mandíbula e alteração da face.

Curiosamente, a má oclusão dentária é responsável por causar má postura e desvios na coluna. Nesse caso, o paciente deve ser encaminhado para um fisioterapeuta que poderá indicar o tratamento ideal para corrigir estas situações.

Como já salientado, na maioria dos casos é difícil diagnosticar a existência do problema em uma pessoa. Normalmente, isso ocorre durante uma consulta de rotina a um dentista. O exame de raio-X é um aliado importante na descoberta da má oclusão dentária.

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No caso de uma oclusão leve, o paciente poderá se livrar de um tratamento. Mas se o caso for grave, o dentista deverá indicar uma visita a um ortodontista. Somente esse profissional irá avaliar o grau do problema e indicar o tratamento propício.

Dentre os tratamentos existentes estão:

  • Uso de aparelho ortodôntico -> O aparelho, que pode ser fixo ou móvel, tem como função corrigir a posição dos dentes e da estrutura óssea;
  • Extração de um ou mais dentes -> O apinhamento dentário pode ser resultado de falta de espaço na boca. Dependendo das condições durante um tratamento, há sim a opção de retirar um ou mais dentes. Aliás, esse procedimento foi proposto pela primeira vez ainda na década de 50 pelo Dr. Percy Raymond Begg;
  • Cirurgia da mandíbula -> Encurtar a mandíbula é uma alternativa para casos graves de má oclusão dentária. Pela dificuldade de seu encaixe na posição correta durante o procedimento, um tratamento com aparelho antes da cirurgia pode ser necessário;
  • Remodelação, ligação ou encapsulamento de dentes -> Esses procedimentos são muito mais que a conquista de um padrão de estética facial. Eles buscam o total restabelecimento da funcionalidade dos dentes, ossos, articulações e músculos envolvidos na mastigação;
  • Fios ou placas para estabilizar o osso maxilar -> A implantação desses materiais estabiliza a posição da mandíbula e impede que outros dentes se sobressaiam.

Três cuidados básicos que irão ajudar na melhora do problema são: mastigação correta, evitar ranger os dentes e respirar pelo nariz ao invés da boca.

Durante o tratamento da oclusopatia é preciso saber que algumas complicações são possíveis de ocorrer. Dor e desconforto são comuns a qualquer procedimento dentário. Além disso, irritação da boca e dificuldade de mastigar e falar são duas situações que devem ser levadas em conta. Assim como o aparecimento de alguma cárie.

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Exemplo de uma má oclusão dentária

Portanto, quanto mais cedo for diagnosticado um caso de má oclusão dentária, menor será o risco de um tratamento no futuro. A busca por uma boca saudável e sem apinhamento dos dentes é mais que apenas um quesito estético.Ela também pode resultar na resolução da patologia.

Se você tem alguma dúvida sobre oclusão dentária aproveite e deixe aqui seus comentários. Caso já tenha passado por alguma intervenção para corrigir o problema, ou esteja se tratando atualmente, compartilhe conosco suas experiências.

Com isso outras pessoas que buscam mais informações sobre o tema poderão se beneficiar com esses testemunhos.

About the Author:Carolina Caram

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