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A exposição da dentina é a responsável pelo tom amarelado dos dentes.

Erosão dentária: sintomas mais comuns e tratamento

A erosão dentária ocorre quando o revestimento dental ou “esmalte dentário” é desgastado por um processo químico. Ou melhor, quando ácidos ou as chamadas “substâncias sequestrantes” (EDTA dissódico e o EDTA tetrassódico, principalmente) destroem essa camada mineralizada que envolve o dente e protege a dentina.

Cientificamente, o que acontece é que o esmalte dentário tem como um dos seus componentes o mineral “hdroxiapatita”, que é eliminado pelo excesso e a constância do ataque de ácidos ou outras substâncias corrosivas sobre a superfície dental.

Por ser um transtorno irreversível, a prevenção ainda é o melhor remédio contra esse mal.
Por ser um transtorno irreversível, a prevenção ainda é o melhor remédio contra esse mal.

Quando esse mineral é dissolvido, o resultado é a exposição da dentina, dando um aspecto amarelado aos dentes e provocando hipersensibilidade dentária, entre outras consequências. Esse mal é irreversível e, por isso mesmo, deve ser combatido inicialmente por meio da prevenção.

Trata-se de uma ocorrência fisiológica praticamente inevitável e que começa a ocorrer desde o nascimento do indivíduo – já que o esmalte dentário será exposto às mais diversas agressões durante toda a sua vida –, mas que poderá ter seus efeitos minimizados pelo equilíbrio no consumo de bebidas ácidas, moderando a força durante a escovação e também ao optar por uma pasta para dentes sensíveis em vez de branqueadores (que são extremamente abrasivos), entre outros métodos preventivos.

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Quais são os tipos de erosão dentária?

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A literatura que trata dos transtornos relacionados com a cavidade bucal define dois tipos de erosão dentária:
  • Extrínseca: quando é causada por fatores externos, como: o consumo de drogas, certos medicamentos, sucos, refrigerantes, produtos com excesso de conservantes e antioxidantes, entre outras substâncias com Ph extremamente ácido, e que, em contato com o esmalte dos dentes, terminam por dissolver os seus componentes minerais.
  • Intrínseca: quando está relacionada a distúrbios do organismo, como: bulimia (que se caracteriza pela indução de vômitos após a alimentação), gastrite, úlceras e refluxos gástricos, complicações nos rins, alterações hormonais e demais transtornos capazes de produzir um excesso de ácido clorídrico (basicamente) suficiente para contribuir com a erosão do esmalte dentário.

No entanto, alterações na produção, composição e fluxo da saliva também podem estar por trás desse distúrbio, já que uma das suas principais funções é proteger a cavidade bucal, por meio dos seus agentes antibacterianos capazes de funcionar como um escudo protetor dessa região, além de incentivar a sua restauração mineral.

Quais os principais sintomas da erosão dentária?

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Ao ser desgastado, o esmalte dentário aos poucos vai deixando exposta a dentina, região que caracteriza-se pela sensibilidade a qualquer tipo de substância.
      1. 1. Dor de Dente

Sem dúvida, um dos sinais característicos desse tipo de transtorno é uma dor “fina” e curta, que percorre toda a superfície dos dentes, de forma aguda e intermitente.

Esse desgaste aos poucos vai expondo a dentina, uma região logo abaixo do esmalte dentário, que é bastante sensível pelo fato de possuir líquidos e uma série de terminações nervosas que a ligam à “polpa” dental.

Também pode acontecer de essa erosão (num estado bastante avançado) ultrapassar a própria dentina, atingir o nervo do dente, e, como consequência, exigir a intervenção por meio de um tratamento de canal.

  • 2. Fissuras

As fissuras ou lesões na região superficial dos dentes são bastante comuns durante esse processo de desgaste do esmalte dentário e, normalmente, apresentam-se na forma de cavidades pouco ásperas, razoavelmente amplas e que se formam de maneira irregular sobre a sua superfície.

Geralmente, ocorrem na região dos dentes voltada para o céu da boca (face palatal), como se tivesse sido “trincada” por um choque térmico. Muitas vezes, são microscópicas.

Esses “trincados” devem ser observados por um profissional (em geral o cirurgião-dentista), que poderá optar pelo implante de coroas como forma de proteção; aplicação de selantes; ou mesmo o tratamento de canal radicular, caso o nervo tenha sido atingido.

A exposição da dentina é a responsável pelo tom amarelado dos dentes.
A exposição da dentina é a responsável pelo tom amarelado dos dentes.
  • 3. Descoloração

Neste caso, trata-se de um sintoma típico da erosão dentária – que ocorre em praticamente todos os casos – e que se caracteriza pela perda progressiva da brancura dos dentes à medida que o esmalte é desgastado.

Essa cor amarelada resulta da exposição da dentina (que tem a cor amarela). Ocorrem ainda dores agudas e que surgem repentinamente.

Outra causa desse sintoma pode ser a exposição de partes restauradas dos dentes, pois estas poderão ganhar volume e, consequentemente, ultrapassarão a barreira do esmalte dentário.

  • 4. Transparência

A transparência ocorre na extremidade dos dentes e, apesar de não ser dos sintomas mais comuns, é também o resultado do desgaste progressivo do esmalte dentário.

O que acontece é que o esmalte que recobre o dente é composto por minerais, e quanto mais mineralizado, mais transparente ele será.

Como na ponta dos dentes não há dentina (que possui cor amarelada), então não há o que ser revelado por essa transparência, a não ser a própria estrutura dentária.

  • Como tratar?

De acordo com especialistas, a erosão dos dentes é um processo sem reversão, pois o chamado “tecido duro” não pode ser restaurado na sua forma original por nenhum método de tratamento.

Além disso, a depender do grau de rapidez com que ocorra esse desgaste, os seus principais sintomas poderão surgir muito tardiamente, quando somente um tratamento mais profundo poderá contornar o problema.

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O cirurgião-dentista é o profissional indicado para o tratamento desse tipo de transtorno.

Por isso, o recomendado nesses casos e em todos as ocorrências relacionadas à saúde é a prevenção. A atitude preventiva envolve desde a mudança de hábitos alimentares até uma simples modificação na técnica de escovação.

Essa prevenção, como foi dito, envolve a diminuição do consumo de bebidas com Ph ácido (refrigerantes, bebidas alcoólicas, alguns tipos de sucos, entre outros); cuidados com a automedicação; tratamento de distúrbios, como gastrites, úlceras, refluxos estomacais e problemas no fluxo salivar.

Também são boas medidas preventivas: diminuir a intensidade durante as escovações; evitar os cremes dentais branqueadores, pois são extremamente abrasivos; criar o hábito de utilizar enxaguantes bucais sem álcool logo após o consumo de bebidas e alimentos com Ph extremamente ácido.

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No entanto, quando a erosão dentária é diagnosticada como patológica, deve-se imediatamente solicitar a ajuda de um cirurgião-dentista – o profissional mais indicado para um tratamento geralmente realizado por meio da aplicação de verniz fluoretado, selantes ou resinas para fechar as possíveis fissuras, ou mesmo um tratamento com coroas ou restaurações para os casos mais complexos.

Enfim, é fundamental tratar o problema em seus estágios iniciais, por meio de uma consulta com um especialista, para que os transtornos resultantes desse tipo de ocorrência sejam ao menos minimizados.

Essas foram as nossas dicas de como reconhecer e tratar a temida erosão dentária. Fique à vontade para deixar o seu comentário sobre esse artigo. E também fique atento às próximas publicações sobre o tema.

About the Author:Carolina Caram

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