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Gengiva inchada: quais são as principais causas e o que fazer?

Imagine sentir um inchaço nas gengivas, muitas vezes acompanhado de vermelhidão e dor. De imediato, vem à mente a ideia de gengivite.

No entanto, os principais manuais de odontologia atribuem o fato a diversas causas: microlesões, alergia a alimentos, cárie, má higiene oral, deficiência de vitaminas, próteses mal ajustadas, periodontite, entre outras.

Nos casos mais simples, um edema gengival pode ser o resultado de uma agressão mecânica à cavidade oral, devido a um excesso de força durante a escovação. Geralmente, não exige preocupações mais sérias. A simples mudança de hábitos resolve o problema.

No entanto, nos casos em que, comprovadamente, há uma ação de micro-organismos oportunistas ou baixa do sistema imunológico do indivíduo, deve-se buscar a ajuda de um especialista em odontologia, que será capaz de realizar um diagnóstico com total propriedade.

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O inchaço das gengivas pode ter causas simples, como o excesso de força durante a escovação.

A gengiva, como se sabe, é uma região importantíssima da cavidade oral — um tecido epitelial responsável, não só por unir a arcada dentária ao periodonto (e protegê-lo) como também garantir a saúde e beleza do sorriso. Nesse último caso, uma função extremamente valorizada nos dias atuais.

Logo, ao perceber qualquer alteração nas gengivas, o recomendado é a busca imediata pela ajuda de um profissional.

Por ser uma região altamente colonizada por bactérias, a atenção deve ser redobrada, já que estas podem alojar-se, facilmente, nos órgãos mais improváveis, e uma simples gengiva inchada transformar-se numa terrível dor de cabeça.

Quais são as suas principais causas?

Como vimos, um edema gengival pode ter várias causas — das mais simples até as que exigem uma intervenção cirúrgica.

Entre elas, estão:

1. Placa bacteriana

A placa bacteriana é a doença bucal por excelência! É a mais comum e porta de entrada para várias outras. Ela é formada pelo acúmulo de bactérias que dão origem ao chamado “biofilme bacteriano”.

Já o tártaro, por sua vez, é o resultado do endurecimento desse biofilme, graças à deficiência da higiene oral.

Entre as suas principais consequências está a inflamação das gengivas. E uma das suas mais recorrentes características é o inchaço dessa região.

2. Aparelhos e próteses mal ajustados

Também pode acontecer de aparelhos ortodônticos mal ajustados estarem por trás do transtorno. A constante fricção mecânica é capaz de irritar o local e provocar um edema que, num primeiro momento, pode ser facilmente combatido por meio do simples ajuste do mecanismo.

Pelo mesmo princípio, uma prótese mal adaptada pode causar pequenas lesões na gengiva que, com o passar do tempo, evoluem para um quadro de abcesso, com consequente inflamação gengival.

Entende-se por próteses as dentaduras, implantes dentários, Roach, entre outros mecanismos semelhantes que, nos primeiros dias de adaptação, costumam causar microlesões na cavidade bucal, principalmente ao mastigar alimentos muito duros.

Caso a mudança na dieta (nos primeiros dias) não diminua o inchaço, somente um profissional poderá prescrever o melhor tratamento.

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O constante atrito do mecanismo das próteses contra as gengivas pode ser o motivo do inchaço delas.

3. Gengivite

A gengivite é, basicamente, uma inflamação das gengivas (geralmente pela ação de micro-organismos), e o prenúncio de uma doença periodontal (algo bem mais grave).

Como toda inflamação nesse local, um dos seus principais sintomas é o inchaço, seguido de dor, sangramento e vermelhidão.

Uma forma de saber se um inchaço é o sintoma de gengivite é observar o local do edema. Se a alteração ocorrer na região mais próxima dos dentes, bem na linha que os separa, pode ser o transtorno.

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4. Tratamentos odontológicos

Por mais contraditória que essa afirmação possa parecer, alguns tratamentos odontológicos também podem provocar um edema gengival.

Extração dentária, tratamento de canal, obturação, instalação de próteses, entre outros tratamentos, podem causar algum nível de irritação nas gengivas.

O mais comum é que a anestesia provoque o transtorno — seja por uma reação alérgica ou pelo próprio trauma causado durante o procedimento.

5. Periodontite

A periodontite é a consequência de uma gengivite não tratada. Nesse estágio, para além de uma inflamação das gengivas, ocorre um processo de deterioração do periodonto e dos ossos alveolares que dão sustentação ao dente.

Além disso, podem ser formados espaços na região em volta da raiz dental. Esses locais, atacados por micro-organismos, fazem a gengiva inchar e secretar pus.

O recomendado é, portanto, evitar ao máximo esse tipo de agressão, por meio do tratamento da gengivite ainda em seus estágios iniciais.

6. Aftas

As aftas são afecções relativamente simples. O mecanismo que dispara o transtorno ainda não está suficientemente caracterizado, mas suspeita-se que uma predisposição genética associada a situações de estresse estejam por trás desse mal.

Aqui, o que acontece é que, muitas vezes, as aftas se desenvolvem nas gengivas, deixando-as inchadas e bastante doloridas.

Elas são semelhantes a úlceras, com o centro esbranquiçado e as bordas avermelhadas e, em geral, costumam desaparecer espontaneamente entre 8 e 10 dias.

7. Deficiência de vitamina C

O transtorno clássico da deficiência grave de vitamina C no organismo é o escorbuto, que costuma se manifestar por meio do sangramento, dor e inchaço das gengivas.

Apesar de bastante assustador à primeira vista, a regularização da dieta — com a ingestão regular de vitamina C — é o suficiente para combater o distúrbio.

8. Quimioterapia

A quimioterapia é o principal método de combate ao câncer. Ela é feita por meio da administração de substâncias químicas no organismo, tais como: ciclofosfamida, doxorrubicina, vimblastina, etc.— com fármacos extremamente agressivos ao organismo.

O problema desse procedimento são os seus efeitos colaterais bastante acentuados, entre os quais inflamações e edemas gengivais.

O recomendado, nesse caso, é associar o tratamento quimioterápico a visitas ao dentista, a fim de que, com essa parceria, os transtornos da boca sejam, ao menos, minimizados.

9. Problemas hormonais

Gravidez, puberdade, menstruação, menopausa e alimentação podem resultar num aumento ou desequilíbrio na produção de determinados hormônios, como a progesterona, estrogênio, beta-HCG, entre outros.

O problema, aqui, decorre do fato de esse desequilíbrio hormonal aumentar o fluxo de sangue na região das gengivas, e o resultado é um visível aumento do seu volume e mudança na coloração.

10. Uso de medicamentos

Anticoncepcionais, medicamentos para o combate a doenças crônicas e reposição hormonal são alguns exemplos de medicamentos que podem afetar, negativamente, a cavidade oral.

Seja por uma reação alérgica ou por efeitos colaterais que lhes são próprios, tais medicamentos podem causar o sintoma. Por isso, sua utilização deve ser acompanhada por um profissional em odontologia.

Quais são os tratamentos?

O tratamento desse tipo de transtorno deve ser iniciado pelo dentista, que é o profissional capaz de fazer um diagnóstico correto e, a depender do caso, encaminhá-lo para um especialista.

Inicialmente, o profissional deverá proceder a uma anamnese, durante a qual o paciente deverá responder a questões como:

Quais sintomas apresenta e desde quando;

Possíveis medicamentos que esteja tomando;

Se possui ou não alguma doença e há quanto tempo;

Sente dor no local do inchaço;

Suspeita de alguma substância ou alimento;

Frequência e qualidade da higiene bucal;

Usa algum tipo de prótese dentária;

Como é a sua dieta;

Se há gravidez;

Entre outras questões.

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A anamnese é a principal etapa do tratamento. Por meio dela, serão descartadas várias possíveis causas para o distúrbio.

A depender das respostas, é possível que o profissional faça apenas algumas recomendações com relação à mudança de hábitos alimentares, qualidade da higiene oral, suspensão de medicamentos, intensidade da escovação, entre outras.

Também poderá optar pela prescrição de anti-inflamatórios, como: diclofenaco, ibuprofeno, profenid, nimesulide, etc. Mesmo não solucionando o problema, essas substâncias possuem um reconhecido efeito no combate à dor e, consequentemente, ao inchaço das gengivas.

Caso não sejam suficientes, entram em ação os antibióticos, capazes de combater os micro-organismos instalados na região.

Substâncias, como: amoxicilina, penicilina, dicloxacilina e ampicilina estão entre os mais prescritos para o combate a esse tipo de distúrbio. Pomadas, géis e algumas substâncias semelhantes também podem ser recomendadas — ainda para os casos mais simples.

O peróxido de hidrogênio tem um poder antibacteriano inegável, enquanto a benzidamina é um antisséptico bucal dos mais eficientes para a limpeza de regiões sensíveis como as gengivas.

Uma colher de sobremesa de bicarbonato de sódio misturada a 20ml de água possui um efeito antibacteriano e higienizador dos dentes. A mistura deve ser levemente esfregada nas gengivas com os dedos ou algodão (por não mais que 1 minuto), e a boca enxaguada completamente.

Já os remédios caseiros são indicados para os casos considerados menos graves, especialmente aqueles em que não foi diagnosticada a presença de micro-organismos.

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Alguns deles, são:

1. Óleo de cravo

O cravo seco contém entre 15 e 20% de óleo essencial, reconhecidamente um potente analgésico e anti-inflamatório. Além disso, possui ação antibacteriana, capaz de combater possíveis focos de inflamações responsáveis pelo inchaço das gengivas.

Modo de usar:

Com um algodão, aplique um pouco do óleo essencial de cravo na região afetada das gengivas ou utilize de 3 a 5 gotas em 50ml de água, como enxaguante bucal.

2. Cebola

Outro anti-inflamatório natural, possui em sua composição substâncias antimicrobianas e antissépticas bastante eficazes no combate aos germes que se proliferam na cavidade oral.

Modo de usar:

Bata no liquidificador meia cebola com 200ml de água. Faça bochechos durante 2 minutos e repita a operação até desaparecerem os sintomas.

3. Suco de verduras

Aqui a função antimicrobiana é da clorofila presente no agrião, salsão, maçã e salsinha.

Para o preparo, basta bater em um liquidificador os vegetais acima (2 talos, cada), 2 maçãs e 250ml de água.

Beber entre 2 e 3 copos por dia.

Quais são os métodos de prevenção?

Como em tudo na vida, para a manutenção da saúde bucal, a prevenção ainda é o melhor remédio, principalmente se levarmos em consideração que, muitas vezes, uma gengiva inchada pode ser a consequência de uma higiene bucal deficiente.

Seguem, portanto, as principais recomendações dadas por especialistas no que diz respeito à prevenção de doenças gengivais:

1. Uma boa higiene oral

Por uma boa higiene oral entende-se a escovação correta, uso diário do fio dental, uso de um bom enxaguante bucal (sem álcool), entre outras práticas.

Para tal, o recomendado, como se sabe, são as escovas com cerdas macias, cantos arredondados e cabos anatômicos — pois não agridem a cavidade oral.

Com movimentos leves, de cima para baixo, e por pelo menos 3 min, terá uma escovação realmente efetiva.

O fio dental deve ser utilizado após as principais refeições. A técnica correta é enrolar cerca de 45cm de fio entre os dedos e deslizá-lo, levemente, em um ângulo de 45° por entre os dentes, até senti-los totalmente limpos.

2. Dieta rica em nutrientes

Nesse caso, uma dieta rica em nutrientes deve suprir, de maneira adequada, as necessidades diárias de vitamina C e ácido fólico— responsáveis por evitar e combater sintomas como os edemas gengivais.

Além disso, é bastante conhecido o poder regenerador do licopeno (encontrado no tomate), dos antioxidantes (vitaminas A, complexo B e E), além do potássio, ferro, fósforo, ômega 3, entre outras substâncias.

3. Visite o seu médico regularmente

Problemas hormonais, estresse, diabetes, entre outras doenças também podem estar por trás desse sintoma.

Mais uma vez, o recomendado são as visitas anuais a um especialista (principalmente após os 40 anos), a fim de combater, ainda em seus estágios iniciais, uma possível moléstia que apresente, entre as suas principais manifestações, um edema gengival.

4. Visite um dentista regularmente

O dentista é o profissional por excelência indicado para a manutenção e diagnóstico dos sintomas da cavidade oral.

Além disso, ele é quem vai detectar próteses mal ajustadas, realizar limpezas, medir a eficiência da higiene bucal, entre outras ações.

Logo, o recomendado é a visita semestral a um profissional com competência comprovada e reputação irretocável em sua área.

Um distúrbio que à primeira vista pode parecer simples, também pode ser o sintoma de um desequilíbrio no organismo.

Pelo espaço para comentários, fique à vontade para compartilhar as suas experiências com relação à saúde bucal ou, ainda, suas dúvidas. E continue acompanhando, divulgando e compartilhando as publicações do nosso blog.

About the Author:Carolina Caram

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