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Piercing na boca: os perigos existentes e principais cuidados a se tomar

O que é piercing na boca?

A utilização de piercings na boca, de acordo com a história, remonta há milênios, quando alguns povos, entre os quais romanos, egípcios, sumérios, maias e várias tribos africanas, utilizavam o artefato como um símbolo de iniciação sexual, espiritual ou mesmo como um rito de passagem para as mais diversas fases da vida do indivíduo.

Foi a partir dos anos 60 do século XX (pela influência de alguns ideais da contracultura) e, logo após, nos anos 80 e 90 (como uma forma de destaque entre os adolescentes), que os piercings conheceram o seu apogeu. Eles passaram a ser apreciados pelo seu valor estético e conceitual.

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Foi a partir dos anos 60 — e principalmente nos anos 80 e 90 — que os piercings se tornaram populares entre os jovens e adolescentes, como uma forma de destaque entre as “tribos”.

Entre as principais formas de utilização de piercings orais, estão:

1. Piercing nos lábios

Esse é um tipo geralmente aplicado no lábio inferior, mas também em outros locais da região, como os labretts, por exemplo, que são hastes com uma esfera e um disco em cada uma das suas extremidades, fixadas no canto da boca (entre o lábio superior e o inferior) ou na região central, sempre na vermelhidão labial.

2. Piercing lingual

O mais popular entre os tipos de piercings orais aplica-se, comumente, na região conhecida como “dorsoventral” (que atravessa a língua de cima para baixo). O mais popular é o Barbell, que se constitui de uma haste de metal com duas esferas em ambas as extremidades – uma delas possui uma rosca para o desencaixe.

3. Piercing na bochecha

Esse não está entre os mais apreciados, mas também tem o seu público fiel entre os jovens. A região mais utilizada para a colocação dos piercings são as “covinhas”, através da perfuração da mucosa jugal (que reveste a região das bochechas), para que o brinco apareça do lado de fora do rosto.

4.Piercing dentário

Também conhecido como twincle, é o mais discreto e menos invasivo, por ser fixado na superfície do dente, por meio de um composto resinoso, semelhante ao utilizado na fixação dos brackets de aparelhos ortodônticos. Os materiais mais recomendados para essa aplicação são strass, ouro, diamante, cristais, entre outras pedras preciosas.

5. Piercing de frênulo lingual

O frênulo da língua ou freio lingual é uma espécie de prega existente no dorso da língua, e que, curiosamente, também é uma região utilizada para a aplicação de piercings. Também conhecido como “piercing de rede”, pode resultar em transtornos da cavidade oral, devido à complicada anatomia dessa região.

6. Piercing de úvula

A úvula é aquela pequena saliência ou apêndice que aparece quando abrimos bastante a boca e, acredite se quiser, também é um dos locais apreciados para aplicação — apesar de não tão comum.CTA FINAL 2

Na verdade esse tipo é constantemente rejeitado pelos dentistas e body piercers, devido aos riscos de se trabalhar numa região tão delicada.

Quais os principais perigos em se colocar o piercing bucal?

Apesar de bastante popular entre os jovens e adolescentes, esse tipo de aplicação requer alguns cuidados, principalmente com relação ao profissional escolhido e ao tipo de material utilizado no procedimento.

Dentre os principais perigos da sua utilização, estão:

1. Infecções

Hepatite, sífilis, endocardite bacteriana, tétano, entre outros transtornos, podem vir a ocorrer devido às más condições de higiene do local do procedimento, falta de preparo do profissional escolhido, além, obviamente, do fato de que há riscos durante um procedimento em regiões como a boca, que é um ambiente facilmente colonizado por bactérias.

2. Inflamações

Inflamações são a complicação mais comum após a aplicação de um piercing na boca. Caracteriza-se por inchaço, dor e vermelhidão na região em volta do piercing.

Esse transtorno costuma ocorrer, de um modo geral, entre 5 e 8 horas após a colocação do artefato (quando há perfuração do local), e costuma durar até 4 dias após iniciar o seu combate.

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As inflamações são as complicações mais comuns após a colocação de um piercing oral, e ocorrem em pelo menos 20% dos casos.

3. Hemorragias

As hemorragias, neste caso, ocorrem devido à própria constituição dos tecidos das regiões onde os piercings costumam ser aplicados. Estas geralmente são bastante sensíveis e vascularizadas, e caso as agulhas atinjam um vaso sanguíneo, o resultado pode ser uma hemorragia incontrolável, e, até mesmo, um estado de choque.

4. Reações alérgicas

As reações alérgicas ocorrem, principalmente, quando há a liberação de determinadas substâncias que compõem o metal utilizado na aplicação do piercing.

Pode acontecer de o material (principalmente quando de baixa qualidade) apresentar, com o tempo, um processo de corrosão, com consequente liberação de níquel e cromo, contribuindo, entre outras coisas, para a ocorrência de um quadro de dermatite alérgica.

5. Problemas na fala, deglutição e mastigação

Obviamente, por ser um objeto estranho presente na cavidade oral, os piercings podem causar dificuldades quanto à mastigação, deglutição de alimentos e, até mesmo, à comunicação.

A dificuldade para pronunciar certos fonemas é o transtorno mais comum, seguido de dificuldades de mastigar e engolir alimentos.

6. Lesões pré-cancerígenas

O simples fato de o tecido ser perfurado para a aplicação de um corpo estranho pode ser motivo suficiente para a ocorrência daquilo que é cientificamente conhecido como “trauma crônico de baixa intensidade”.

Quando atacado por substâncias como álcool, tabaco, bebidas ácidas, radiação ionizante, entre outras, esse trauma pode transformar-se em lesões cancerígenas.

7. Alterações na arcada dentária

Fissuras, traumas, desgaste, abrasão, são alguns dos possíveis transtornos na estrutura dentária, ocasionados pela aplicação de piercings bucais.

Isso ocorre devido ao costume de movimentar, morder e balançar o piercing dentro da cavidade oral, o que pode levar a diversos transtornos dentais.

8. Deglutição do piercing

Outro perigo, mais comum do que se imagina, durante e após a aplicação de um piercing, é a sua deglutição acidental.

Nesse caso, o risco está em função de uma aplicação incorreta, o hábito de manipular o objeto com a língua ou mesmo durante a sua colocação, quando há negligência ou falta de atenção.

Quais os principais cuidados com esse tipo de piercing?

1. Nos primeiros dias

Dormir com a cabeça ligeiramente levantada nos primeiros dias, a fim de reduzir os riscos de hemorragias e tumefação;

Retirar o piercing quando for dormir e durante as refeições. Um hábito que evita a aspiração acidental do objeto, além de traumas dentários devido à movimentação dos dentes durante o sono;

Não negligenciar o uso dos anti-inflamatórios e demais medicamentos prescritos;

Com as mãos lavadas, verificar, diariamente, se os piercings não estão apertando demais o tecido bucal e se estão corretamente ajustados;

Experimentar técnicas como chupar gelo ou consumir alimentos gelados (sucos, sorvetes, picolés etc.) de hora em hora, e água com sal a cada 4 horas, durante os primeiros dois dias após a colocação do piercing na boca.

Procurar imediatamente um posto médico de urgência em caso de inchaço, sangramento, dor e vermelhidão, que não tenham sido combatidos com artifícios caseiros.

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Retirar o piercing quando for dormir e durante as refeições. Esse hábito evita a aspiração acidental do objeto, além de traumas dentários pela movimentação dos dentes durante o sono.

2. No dia a dia

Evite manipular o piercing na boca, pois, em longo prazo, esse hábito poderá levar a uma série de transtornos na cavidade bucal;

Cuidado com alimentos muitos duros, bem como o hábito de roer as unhas, mastigar objetos, entre outros costumes que podem agredir a região, além de facilitar a proliferação de bactérias;

Modere a ingestão de álcool, cigarro, bebidas e alimentos muito ácidos e condimentados (cafés, chás, refrigerantes etc.), entre outras substâncias que podem retardar o processo de cicatrização;

Inspecione o piercing diariamente (com as mãos devidamente higienizadas), a fim de certificar-se de que está bem ajustado;

Mantenha o hábito de retirar o piercing todos os dias para higienizá-lo com álcool ou substâncias detergentes;

Realize visitas periódicas ao dentista, como o objetivo de conferir o estado do piercing e da cavidade oral.

3. Técnicas preventivas

Como forma de evitar, ou ao menos minimizar o risco de sequelas oriundas da aplicação de um piercing, é recomendado seguir os seguintes passos:

  • Certificar-se de que o profissional está devidamente capacitado, e também se o consultório está equipado e com boas condições de higiene e assepsia. É importante lembrar que os chamados body piercers não são profissionais em odontologia, e, por isso, ficará por sua conta e risco o procedimento;
  • Manter a vacina antitetância em dia;
  • Optar por levar o material para aplicação do piercing, principalmente as agulhas que serão utilizadas durante a operação;CTA FINAL
  • Realizar exames médicos com antecedência, a fim de ter a certeza de que não possui alergia a alguma substância ou medicamento;
  • Utilizar materiais como ouro, titânio, strass, prata, diamante e demais pedras preciosas, pois são resistentes à corrosão e, consequentemente, menos sujeitas à liberação de substâncias tóxicas;
  • Refletir bem sobre a decisão de colocar um piercing na boca, já que algumas regiões do corpo (como esta) não reagem bem a cirurgias ou procedimentos invasivos, e, por isso, não poderá manter uma perfeita higiene oral.

Piercing dental: quem pode colocá-lo?

Os piercings dentais não são exatamente uma novidade. Há relatos de civilizações antigas, para as quais o uso de piercings bucais representavam símbolos; uma espécie de rito de passagem ou de iniciação a que alguns indivíduos deveriam ser submetidos.

Nos dias atuais, esse artefato passou a ser bastante apreciado por jovens e adolescentes, principalmente por representar um diferencial, ou antes uma marca, que denuncia o pertencimento a determinada tribo que, como qualquer outra, necessita de símbolos físicos que diferenciem os seus membros.

No entanto, considerações históricas à parte, é importante saber que, como todo procedimento estético, para a colocação de piercings dentais também é recomendado dar preferência a um profissional especializado (no caso, o dentista ou ortodontista), pois, além de terem condições de conduzir melhor a operação (graças aos conhecimentos teóricos que possuem), ainda podem recomendar os melhores cuidados para a fase posterior ao procedimento.

O processo de aplicação de piercings dentários começa com uma espécie de limpeza ou raspagem da superfície dos dentes, com a aplicação de determinados ácidos, com o intuito de eliminar imperfeições, gorduras, impurezas, além de deixar o local mais rugoso; o que é essencial para a fixação da joia.

O próximo passo será a colagem da pedra (geralmente feita de ouro, diamante, cristais, strass, entre outras pedras preciosas) na face vestibular do dente (aquela voltada para fora) com uma espécie de resina semelhante à utilizada na colocação dos brackets de aparelhos ortodônticos.

O procedimento termina com a fotopolimerização do local, por meio da emissão de raios ultravioletas, que se encarregarão de secar a resina e garantir, dessa forma, a perfeita fixação do piercing dental.

É o tipo de operação menos invasivo de todos, por não exigir perfuração do local ou mesmo a aplicação de anestesia.

O ponto fraco é que a sua durabilidade média não ultrapassa os 90 dias, quando chega o momento em que a sua remoção se torna necessária.

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Apesar de serem mais requisitados, é importante saber que os body piercers não possuem a mesma especialização de um dentista.

Mito ou verdade: piercing dental estraga os dentes?

Não se trata apenas de um mito essa afirmação de que os piercings dentais estragam os dentes e que representaram uma ameaça à saúde bucal. Como há um corpo estranho presente na boca, é bem provável que algum nível de transtorno possa ocorrer.

De acordo com a maioria dos especialistas em odontologia, os problemas relacionados ao uso de piercings na boca, como recessão gengival, fratura da cúspide (quebra da ponta dos dentes), hemorragias, inflamações, dentre outras ocorrências, são mais comuns após a colocação de piercings labiais ou linguais, sendo esses últimos considerados os mais arriscados para a saúde bucal.

No entanto, o piercing dental também pode oferecer riscos para a saúde, pois dificilmente poderá manter a higiene dental nos mesmos padrões de quando não havia aplicado o objeto.

Infecções, inflamações, endocardite bacteriana, hemorragias, entre outras complicações provocadas pela penetração de fungos e bactérias presentes na boca, podem ocorrer como consequência da sua aplicação, e ainda levar a um quadro de cáries, placa bacteriana, periodontite, dentre outras doenças.

Por comprometer, em alguma medida, a estrutura dental, a decisão de colocar um piercing nos dentes deve ser avaliada com cuidado, pois um procedimento mal feito, o uso de uma pedra de qualidade duvidosa, ou mesmo uma tendência a reações alérgicas, podem resultar em algum nível (por menor que seja) de prejuízo à estrutura dos dentes e da cavidade oral.

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About the Author:Carolina Caram

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